A palavra “arte” vem do latim Ars, que significa habilidade. O artista era o habilidoso executor de uma função específica. Todos os exímios artífices eram artistas. Ferreiros, sapateiros, ceramistas, pintores e escultores. Na tentativa de distinguir estes dois últimos dos demais, se passou a denominar as pinturas e esculturas de obras das Belas Artes. Eram artífices do belo. E a beleza reinou por muito tempo nas artes... Porém os modeladores do Belo resolveram produzir obras que não eram nada belas ou não reproduziam o que era belo. Como chamar então aquelas realizações de Belas Artes? Era o início das discussões sobre a Estética na arte. O que era então Belo? Não se podia afirmar com certeza, já que esta percepção varia de pessoa para pessoa. A “Arte” passou a ser então as representações de sentimentos e expressões humanas executadas sobre uma perfeição estética e técnica. Principalmente técnica. Foi a valorização da técnica que desenvolveu grande parte dos movimentos modernistas: não eram as representações que interessavam e sim, como eram executadas e como se processava a intercessão entre sentimento e técnica. A técnica de execução do material empregado na fixação da emoção sobrepujou sua antiga função. E assim que finalmente chegamos ao “plástica”. As “Artes Plásticas” não são nada mais que a capacidade de moldar, modificar, reestruturar, re-significar os mais diversos materiais na tentativa de conceber e divulgar nossos sentimentos e, principalmente, nossas idéias. È a essência do plástico. Um material inicialmente líquido que se pode transformar em qualquer tipo de utensílio, objeto, peça ou componente, necessitando apenas, neste processo, da criatividade não só de conceber o objeto em si, mas também do processo de produção deste objeto. Por isso Artes Plásticas. E esta arte hoje em dia não mais se circunscreve apenas a pintura e a escultura, como também avança pelas performances, instalações, vídeo-artes, cyberartes, grafismo, proto-arte e inúmeras outras expressões pós-modernas. (sobre Sites)
Fazendo uma analogia aos olhos de Duchamp com a moda, a arte é vista hoje como a arte ruim, boa ou indiferente, mas qualquer que seja o adjetivo empregado, chama-sede arte. “ A arte ruim é arte, do mesmo modo como uma emoção ruim é uma emoção". E assim é a moda, cada um tem o seu estilo, acabe a nós respeitar o jeito, a idéia, o desenho, a forma de cada um. Gostaria de parabenizar a arte do Rodrigo Câmara em sua cenografia para o estilista Ronaldo Fraga no Minas Trend Preview Outono/inverno 2010. Foram mais de 14 horas de trabalho, desenvolvendo a arte com couro, minério de ferro, serragem tingida, Cal, Urucum e folhas secas, mostrou a verdadeira arte, cultura e tradição mineira com o estilista Ronaldo Fraga. Simplesmente MARAVILHOSO!!! Confira o vídeo.



